Venho, sento-me e deixo os meus dedos fluirem, eles sabem como dizer tudo o que o coração sente, espantam-me, surpreendem-me.Talvez seja uma necessidade, ainda que mais atenuada do que há longos tempos. Ficam rascunhos de ti, linhas riscadas com toda a força, palavras mais bonitas de coração passadas por cima e substituidas pelas da razão. Menos arrependimentos, de facto com as segundas. A verdade é que penso sempre em ti, hoje é um querer que os meus dedos precisam de escrever, amanhã já nao o é, eu sei que ja nao é porque felizmente tu vens fazer sempre qualquer coisa que mude e deixo de o fazer de forma completa, e que me arrependa e bata tres vezes com a cabeça nas paredes por me centrar em ti, e que tudo mais, e ficam rascunhos, mesmo que pequenos, mesmo que gigantes, não passam disso, só rascunhos