
Faz tempo que nao vinha aqui. Com toda esta correria do dia a dia, dias que vêm, que vão e que passam e mal me apercebo deles e de como passam depressa. A verdade é que não sentia necessidade de escrever, essa é a verdade, mas ontem senti falta. Apteceu-me colocar tudo na mesa, desabafar e tu sabes que estes assuntos nao se contam a ninguem. Mas tu falhaste-me e eu devia fazê-lo contigo, falhar-te de todas as maneiras que consigo, mas sabes, eu não sou assim. Preferi continuar a ver o circo em que as coisas se iam tornando. Tu desiludiste-me minha querida. Isso ja sabias, ou calculavas. És o orgulho, assim como eu, em pessoa e sinceramente a tua atitude surpreendeu-me, ainda que da maneira mais cobarde, ver o teu nome no meu telemovel e abrir todas aquelas palavras gigantes que pareciam nao ter fim, nao constava nos meus planos. Surpreendeste-me, nao por pedires desculpa mas por teres metido o orgulho de lado e assumir que erraste. Nao serve de nada, sabes disso,o que esta feito esta feito mas tambem sabes que para mim o que mais conta é a intençao. A intençao sim é o que magoa, o que mata por dentro, a pergunta de quais eram as tuas intençoes ao fazeres tudo aquilo. Magoaste-me, mas nós só nos deixamos magoar pelas pessoas que gostamos, e eu gostava de ti, e do que dizias ser. Gostava sabes. Nao sei em que ponto da situaçao ficar, estavas completamente diferente comigo naquelas palavras de desculpas, parecias outra. A outra que conheci, nao a que mostraste ser. Sabes, nao sei. Perdoo-te, espero que pelas minhas amargas palavras ontem tenhas percebido que te perdoo. Nada vai ser igual. Mas perdoo-te, nao por ti, mas por mim, porque o rancor só faz mal a quem o tem. Toda a gente erra, e tu erraste comigo. Nao sei se gosto de ti, mas sei que és mais do que uma simples pessoa pela qual passo na rua. Nós vamos falando por ai