27.3.14



Há dois momentos em que me sento e escrevo para ti, um deles é quando a felicidade que me dás, sem pedir nada em troca, já nao cabe em mim, neste corpo.Quando o sorriso que em mim tenho já nao cabe na boca, nos olhos nem em qualquer outra parte do corpo. Escrevo para ti como se me lesses em voz baixinha, como se estivesses a abrir o meu coraçao e a espreitar lá para dentro.Mas nao quero que o faças, nao sei se nunca, mas agora nao quero que leias as minhas fragilidades, as que provocas em mim, a forma como o teu simples olhar tem um efeito em mim, como o teu "amo-te" me estremece e como a minha pele sente cada palavra que me sussuras ao ouvido.Gosto de te dar a espreitar um bocado todos os dias o meu coraçao, devagar, umas vezes mais e outras menos, de formas mais bonitas e outras menos. Mas devagar, muito devagar, só desta forma nao desabamos a qualquer adversidade. Porque somos construidos por momentos e lembranças que perduram no tempo,que nao foi tudo dito ou descoberto no dia x ou y, mas sim no passar deles. Gostas do que ves dentro de mim ? Olha para o meu coraçao, só dois segundos. Consegues ver o quanto te amo ? ele está nas tuas maos, nao o deixes cair