4.9.12


Continua aí sentado, nao precisas de te levantar. Ouve-me. Está uma grande fumeirada no ar, que acaba por combinar com o estado em que a minha cabeça se encontra. Mas tu continuas ai sentado e eu gosto de te ver assim, perto de mim e sabendo dar-me aquilo que preciso, mesmo que precise que estejas ai onde estas, sentado, longe. Alias nao me oiças porque tu sabes fazê-lo tão bem e tudo o que eu quero agora é que estejamos neste silencio nada carregado, limpo. Nunca nenhum outro silencio me soou tão tranquilo, porque mesmo calados assim, nesta paz imensa, consigo ouvir-te e tu a mim e os nossos coraçoes continuam ligados por um fio invisivel, quase tão invisivel como nos tornamos quando estamos juntos, nús, transparentes. Gosto de ti, mas ás vezes preciso que me deixes um pouco, preciso que deixemos de ser tão iguais, e tu compreendes tao bem aquilo que preciso sem te dizer. Começo a achar que tudo isto vale mais que um amo-te. Mas eu amo-te, tanto

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